Edifício Holiday

Edifício Holiday

Ano: 1957

Projeto: Eng. Joaquim de Almeida Marques Rodrigues

Rua Salgueiro, 73, Boa Viagem





Um dos primeiros arranha-céus de Boa Viagem, o Holiday é o símbolo de modernização do bairro. O projeto para o prédio teria 27 pavimentos, mas no final foi construído com apenas 17. Este pode não ser tão alto, porém ocupa quase todo o quarteirão em que está situado. São 416 unidades habitacionais de três apartamentos tipo: 317 quitinetes, 65 apartamentos de um quarto e 34 com dois quartos.


Símbolo da expansão mobiliária da década de 1950, o Edf. Holiday abriga mais de três mil pessoas, cumprindo o papel social de uma ‘’mini-cidade’’, pois tem uma localização privilegiada e abriga um pátio de comércio. Além de ter sido cenário para diversas produções cinematográficas, é um marco da arquitetura moderna recifense, onde segue os pontos do modernismo de Le Corbusier, especialmente o projeto da Unidade de Habitação de Marselha.


Primeiro edifício de uso misto do bairro, isto é, lojas no térreo e habitação nos demais pavimentos, abriga o comércio durante o dia, marcado por uma charmosa marquise em curva, que dá acesso às residências. Sua composição se destaca numa curva que se estrutura a partir de sete colunas de sustentação. A fachada principal segue o modelo da janela em fita, enquanto sua fachada posterior abriga as circulações que dão acesso aos apartamentos. Esta é composta por um jogo de painéis de cobogós, elemento muito presente na arquitetura moderna recifense.


Com três elevadores, mas apenas um funcionando, o prédio vem enfrentando problemas estruturais há anos, consequência da má administração do condomínio. Porém, essa situação faz com que o aluguel continue barato para seus residentes, em comparação ao valor do metro quadrado do bairro de Boa Viagem, um dos mais caros do Recife.

O prédio sofreu interdição após a falta de pagamento da energia, onde a Celpe acionou vários órgãos alegando risco de incêndio. A energia foi cortada e os moradores foram retirados com o prazo de cinco dias, incluindo todos os móveis dos apartamentos. O comércio, que não depende do restante do edifício, também foi comprometido. Os moradores não sabem ao certo o que vai acontecer e se vão poder voltar ao seu lar. Muitos estão sem ter pra onde ir, idosos que sofrem com mobilidade não tem como se locomover. Toda a estrutura elétrica terá que ser refeita, o custo da reforma é alto, e o condomínio está aceitando doações de fios, disjuntores e materiais elétricos.


Assim como o Edifício Copan, no centro de São Paulo, o Holiday pode ser alvo da gentrificação, isto é, um processo de requalificação através da mudança de grupos sociais que ali existem, saindo a comunidade de baixa renda e entrando moradores de maior poder aquisitivo.

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