Museu Cais do Sertão Luiz Gonzaga

Museu Cais do Sertão Luiz Gonzaga

Escritório Brasil Arquitetura

2011-2018

Av. Alfredo Lisboa, Armazém 10 – Recife Antigo



O Museu Cais do Sertão é uma homenagem ao compositor e cantor Luiz Gonzaga. O museu abriga um acervo de músicas, áudios, filmes, xilogravuras, brinquedos e esculturas que contam um pouco da história do que é a vida no Sertão. Segundo os autores do projeto, foi batizado de ‘’Cais do Sertão’’ pela sua localização na zona portuária, onde nasceu a cidade do Recife. O museu dispõe um acervo que conta um pouco sobre a vida no sertão.

O projeto do primeiro módulo do museu foi projetado em 2011, tendo sua obra finalizada em 2013. O segundo módulo é um edifício em concreto armado, disposto ao longo de um eixo longitudinal com telhado de duas águas, suportado por tesouras metálicas. Um vão de 60 metros compõe uma grande área sombreada para os transeuntes, com pé direito duplo de 6 metros de altura. As fachadas do prédio foram concluídas, porém as obras do seu interior ainda estão em processo de conclusão. Seu programa arquitetônico contém áreas de exposições temporárias, auditórios e salas de aula. O segundo módulo do museu está em processo de finalização.

As fachadas do prédio possuem gárgulas em concreto armado para drenagem das águas da cobertura. Este possui panos cegos de fachadas, porém, as fachadas voltadas para o Porto do Recife e para o Recife Antigo, são compostas por mais de dois mil cobogós, de um metro quadrado, confeccionados em cimento branco, fibra e outros materiais, pesando cerca de 160 kg cada. É um elemento tradicional de Pernambuco, tendo a função de proteger as paredes das variações climáticas. Os cobogós do Cais do Sertão também possuem função estética. Concepção dos arquitetos do projeto, quando o sol bate na fachada, o desenho reproduz no chão o solo rachado dos municípios sertanejos.

Os cobogós que compõem as fachadas voltadas para o porto e para o Recife Antigo, elementos tradicionais de Pernambuco, afim de controlar a luz e alterações climáticas, foram criados pelos próprios arquitetos do projeto, para quando o sol bater na fachada, o seu desenho reflita no chão o solo rachado do Sertão.

Conectados através do primeiro pavimento, o programa arquitetônico do primeiro módulo do museu contém a área de exposição, a administração e sanitários. O edifício está disposto em três níveis. O térreo abriga a entrada do museu com foyer coberto por laje protendida emoldurando uma árvore. Na parte interna há duas estruturas metálicas em aço cortén projetadas como salas de exposição do próprio acervo do museu, acessadas por uma escada metálica. A administração tem acesso independente através de elevador e escadas.

A ''Praça do Juazeiro'' deu lugar ao que era o antigo galpão Armazém 10. Seu acabamento foi pigmentado em uma coloração amarelo quente, assim como todo o interior do museu, que segundo os arquitetos, representa a luz do Sertão.

A área externa do museu, denominada Praça do Juazeiro, foi construída após a demolição e retirada das estruturas dos antigos galpões. Nesta foi executada um piso de concreto industrial pigmentado sob contrapiso de concreto. O banco circular que recebe a árvore foi executado em concreto armado pigmentado, assim como as paredes e o teto do seu interior, formatado em linhas horizontais e verticais que compõem o desenho de tábuas. Segundo os arquitetos, sua coloração em amarelo quente é mais um componente que remete à luz e a terra do Sertão.

O Museu Cais do Sertão é aberto ao público de Terça à Domingo, das 09:00 às 17:00 nos dias úteis e das 13:00 às 17:00 nos finais de semana. Nas Terças a entrada é grátis.

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