Um arranha-céu Central

Construído há quase 1 século, o Hotel Central foi o primeiro Prédio do Recife

Por Lucas Rigaud e Maria Laura Pires


Que o centro da cidade do Recife guarda inúmeras histórias, todos nós sabemos. Mas, é importante saber que muita dessa história ainda encontra-se preservada em pátios, igrejas, sobrados e, inclusive, no primeiro arranha-céu da capital pernambucana. Estamos falando do belo e tradicionalíssimo Hotel Central.


Foto: Maria Laura Pires, 2017.


Localizado no cruzamento da Rua Gervásio Pires com a Avenida Manoel Borba, no bairro da Boa Vista, o Hotel Central guarda em seus cômodos lembranças de presenças ilustres, como os renomados artistas Grande Otelo e Carmem Miranda, o Presidente Getúlio Vargas e o cineasta norte-americano Orson Welles.

Com o início da construção datada de 1927, tendo investimentos do empresário grego Constatin Aristides Sfezzo, o projeto do Hotel Central foi desenhado pelo arquiteto italiano Giácomo Palumbo, também responsável pela Faculdade de Medicina e o Palácio da Justiça. Concluído em 1928, o prédio foi um dos primeiros grandes registros da revolução urbanística pela qual o Recife passou no início do século XX.


O Hotel Central possui oito pavimentos, com cinquenta e nove quartos e mais de 1.900m de área construída. O local ainda conta com o elevador de ferro entrelaçado e importado dos Estados Unidos, que funciona até os dias de hoje, banheiros com loucas sanitárias compradas na Alemanha e azulejos decorados de Portugal.


Foto: Maria Laura Pires, 2020.


No ano de 1932, o empresário Constantin Sfezzo retornou para a Europa e passou a administrar o Hotel à distância, até 1951, vendendo-o para o comerciante Domingos Magalhães, avô do último proprietário Kerginaldo Magalhães.


Atualmente, o Hotel Central é administrado pela chef de cozinha Rosa Maria, conhecida como Dona Rosa, que, desde junho de 2020, assume a tarefa de manter o clássico e tradicional hotel Recifense em plena pandemia do coronavírus.


Foto: Maria Laura Pires, 2020.


Acontecimentos importantes marcaram a história do Hotel Central, como a realização de um chá dançante, em 16 de agosto de 1930, que contou com a presença de misses internacionais que estavam de passagem pelo Recife, seguindo para o Rio de Janeiro, para participar do Miss Univer

so daquele ano. Ainda em 1930, o terraço do Hotel serviu de palco para a observação do primeiro voo do Graf Zeppelin pelo Recife. O local também contou com a hospedagem de figuras ilustres da década de 30, como a soprano Bidu Sayão, o ator americano Lew Ayres e a atriz francesa Annabella.


O Hotel Central foi tombado como patrimônio histórico em 2018, aos 90 anos. Imponente, tradicional e cheio de grandes histórias, o edifício foi um importante personagem para o desenvolvimento do bairro da Boa Vista e do Recife, por ter sido o primeiro arranha-céu da cidade.


Fontes: Blog Fernando Machado – Hotel Central: O Passado o Condena

Roteiros PE – Hotel Central

Geysa Vilela (cartaz)

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